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2009-06-09

Let me be

Fica difícil não emocionar quando vejo, ouço e sinto, vozes e braços e cordas nos olhares com as vagas letras que compuseram um poemabafo (poema + desabafo) há algum tempo, encher-me de alegria e cor... Quem pega numa nuvem e faz dela Sol, é mais que radiante, É.
Obrigado... Quem sabe um dia, um outro poema na mesma voz e guitarra? :)
Ainda volto aqui, com mais tempo (e pleno) para falar dos sabores e valores, das cores e das dores, do respirar e do olhar, do florir e do sorrir, de mim, do não e do sim.

2009-06-04

Esc. Sec. Penafiel

A oportunidade surgiu, mais uma vez... E foi... Foi muito, mas mesmo muito bom... Depois de assimilar tudo bem assimilado, irei escrever mais por aqui.
No dia 1 de Junho, no auditório da Escola Secundária de Penafiel, no âmbito do Plano Nacional de Leitura, e integrado no estudo do texto poético, os alunos do 7º ano e respectivas professoras de Língua Portuguesa participaram na actividade “Encontro com os poetas José Miguel Gomes e Maria Moura”.
Na referida actividade houve momentos de leitura expressiva, música, conversa e a habitual sessão de autógrafos. No final do encontro, o entusiasmo e a gratificação eram visíveis em todos os intervenientes.

2008-07-04

Um post - duas mensagens

Sobre quem eu não seria se não fosse quem não sou
Falava agora com o Norberto, sobre o curioso que é escrever. Adoro escrever, mas mais do que isso, gosto mesmo é de ler os comentários e de perceber o que perceberão as pessoas (deduzo que quem me leia seja pessoa) que lêem. O post anterior - Pequenitates - é sobre alguém, mas não eu. Em primeiro porque as minhas nuvens não são azuis, pelo menos não no tom azul que as pessoas pensam e em segundo porque nem tenho a certeza que tenha sido escrito por mim, apareceu por aqui no computador.
Por fim, dou por mim a olhar como criança, a iludir-me como criança, a acreditar como criança, a escrever como criança, mas a cravar garras como adulto (e às vezes tenho vergonha de ter crescido).

Sobre a mais velha profissão do mundo (professor) e um amigo
De vez em quando "falo" no Norberto neste blog, mas ainda não o conhecem (creio eu). Estava na converseta com ele, via messenger, quando ele envia umas imagens de um livro de final de curso da escola onde ele lecciona. Amante das tecnologias, construíram um blog onde até colocaram uma historieta minha, e para final de ano surgiria algo diferente para todos: o livro de final de curso... Calma, coloco já uma imagem... O Norberto foi quem que apresentou o meu livro na Casa da Cultura de Paredes, mas foi ainda mais, pois foi ele, perante a minha passividade (e medo) para programar a apresentação (visto ter preferido apresentar primeiro em "casa" do que num "bar" com a editora), ele simplesmente "emailou" ao Vereador da Cultura, que respondeu prontamente e, num espaço de poucas horas, já tinha local, data e hora de apresentação. Curioso foi, também, na apresentação surpresa que a minha irmã e a Ana fizeram para o dia/noite/momento o primeiro comentário (retirado do blog) que surge ser do Norberto. E mais curioso foi o facto de antes, muito antes, tê-lo encontrado num hipermercado e ele, brincalhão como ninguém, dizer que alguém andava a fazer desaparecer os carteiros. Bolas. Naquele tempo eu ainda tinha quatro neurónios (restam dois, embora um esteja em recuperação), mas mesmo assim não consegui perceber sobre o que ele falava, até deduzir que era sobre uma pseudo-história (em três partes: do tipo uma, duas e três) e, claro, para surpresa minha, ele acompanhava o meu blog...

Foi um momento mágico, pelo menos para mim, ainda por cima com uma mensagem do Jorge Pelicano, realizador do documentário "Ainda há Pastores?", com quem ele falou e "pediu" umas frases para o lançamento. Mas isto não acaba aqui. Ambos admiradores (moi même e ele) do documentário, conseguimos/convidámos (com a suprema ajuda da Casa da Cultura de Paredes) que o documentário fosse exibido na Casa da Cultura, com a presença do Jorge e da Rosa, confraternizamos com eles, foi demais. Enfim. Já tive que ir buscar outra mochila para guardar tantos sonhos... Conhecemo-nos quase por acaso, num projecto chamado "Internet@EB1" ou "Internet nas Escolas" ou outros nomes mais pomposos que não vêm ao caso. E agora, quero que o conheçam, a pessoa que tem uma profissão que admiro: professor do 1º ciclo ou como gosto de dizer "Professor Primário" (com iniciais maiúsculas).

Já tentamos umas brincadeiras, como esta, e novos projectos estão na forja, né amigo? :)

A fotografia foi retirada do livro de curso e publicada com a permissão do mister.


2008-06-12

Foi assim (e eu gostei tanto...)

"Encontro com o poeta: José Miguel"
No dia 6 de Junho de 2008, no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa, os alunos do 7º ano puderam contactar directamente com o poeta José Miguel Alves Gomes, que gentilmente acedeu ao nosso convite e se deslocou à nossa Escola.
A sessão subordinada ao tema “ A Poesia”, contou com vários momentos: visualização de um vídeo com um excerto da apresentação oficial do livro do autor: Para Lá do Que Vejo, na Casa da Cultura em Paredes; espaço de diálogo, onde os alunos questionaram o autor sobre a sua vida pessoal, profissional e literária; leitura expressiva de poemas do José Miguel Gomes e, finalmente, os participantes do concurso literário de poesia dinamizado pela Equipa da Biblioteca brindaram-nos com a leitura dos trabalhos vencedores e tiveram a honra de receber, pelas mãos do nosso convidado, os diplomas de participação.
Em suma, foi uma actividade enriquecedora, com uma participação empenhada dos alunos e pensamos ter desenvolvido o gosto pela poesia.
Mais uma vez gostaríamos de agradecer ao José Miguel Gomes pelo momento agradável que nos proporcionou…
As professoras de Língua Portuguesa do 7º Ano."

2008-06-09

06 de Junho (não apenas uma data qualquer)

Gosto de escrever sobre isto, as pequenas conquistas. Não sabia era que estas pequenas conquistas chegariam até mim e escreveria sobre elas.

O programa de Português, no 7º ano, da Escola Secundária de Penafiel, incluía a divulgação de jovens escritores da região (Vale do Sousa). Palavra puxa palavra e a Eulália, minha cunhada, pergunta-me se estaria disponível para ir à escola falar com os alunos, integrado nas actividades da disciplina. Aceitei, claro, como sempre faço, sem pensar nas consequências que, quase sempre, redundam na minha ansiedade a lutar contra o tempo. Vivi os dias anteriores com muito stress, pelo que poderia dizer, pelo que iria dizer, por ir levar alguém que não sou, por tudo e por nada.
Confesso que adorei e aprendi muito. As perguntas dos alunos reflectiam a análise que fizeram nas aulas (sim, durante umas aulas, o sumário foi algo do género: "Preparação para a visita do escritor José Miguel Gomes"), muitos questionaram as professoras sobre o que queria dizer "trago no corpo roupa cansada de me usar" e a maior parte tirou dos poemas algumas ilações que me fazem pensar.

Cheguei nervoso à escola, dentro do timing, mas confesso que depois de ver as 3 turmas do 7º ano tudo passou. Sabe tão bem ser bem recebido. Eu não sabia, mas, mais uma vez, a Ana e a minha irmã Anabela prepararam uma apresentação para os alunos visualizarem antes da sessão de perguntas. Composta por partes da apresentação feita no dia do lançamento, fotografias do lançamento, a música do Luís e outras "coisas", foi um momento engraçado, em que os alunos riram-se da minha abundante "trunfa" de criança :)
Algumas perguntas, pensadas na sala de aula, versavam sobre os poemas e sobre mim, quem sou, o que faço, idade, onde gosto de escrever, o que me inspira, etc. Mas algumas perguntas bateram bem cá no fundo, pela profundidade das mesmas e por serem algo que eles "assimilaram" na leitura dos meus poemas. Uma delas foi, curta e pura: "é feliz?".
Compreendo a questão, rio-me e tento responder. Sim, sou feliz, à minha maneira, na minha insatisfação, mas também porque muitos dos sentimentos que estão nos poemas não são meus, são das personagens que vejo, encontro e invento.
Seguem-se mais perguntas e eu a responder, num exercício mais enriquecedor para mim do que para eles...
"Para si o que é o amor?" - pergunta chave do encontro. Creio que já nem recordo o que disse, mas sei dentro de mim a resposta.
A primeira sessão completou-se com umas palavras do Presidente do Conselho Executivo, a entrega dos prémios de poesia e a leitura dos poemas premiados.
Esqueci-me (ainda estou algo desconexo) que no início leram poemas meus.
Hora de café e regresso ao auditório para nova sessão com as restantes turmas do 7º ano.

Desculpem-me... Estas coisas só poderiam ser escritas mais tarde, depois de estarem bem assentes em mim, mas ainda estou extasiado, com os miúdos, com a forma como fui tratado e por uma pequeníssima conquista (como a alegria de ter juntado dinheiro suficiente para um pequeno chocolate enquanto pequena pessoa) que vale por todas as possíveis derrotas, passadas e futuras.

Obrigado a todos, do coração.

2008-04-15

Um sorriso, nada mais

Gosto de me surpreender. Isto é um facto. Gosto de sentir que me engano quando julgo alguém, pela primeira vez, de forma errada. Não gosto muito de me surpreender a ter pensamentos (como os julgamentos de primeira vez), que pensei já ter erradicado ou, pura e simplesmente, perder a calma no trânsito ou, pior ainda, junto das pessoas que amo, sem razão alguma (excepto a própria estupidez que me assola de vez em quando).
Gosto de me surpreender. Além de um facto, é uma estupidez estar a repetir o que escrevi no início do primeiro parágrafo, mas é um pequeno luxo, o rir de mim mesmo, ao qual me posso entregar.

No domingo dei uma entrevista! Queria colocar uma fotografia desse momento, mas não tenho forma de fazer download da fotografia (falta-me o cabo e o leitor de cartões ficou no escritório).
O meu sobrinho, Pedro (amigo/sobrinho 5 estrelas, que brilha mais do que todas as outras do Universo), telefona-me há dias: "Oh Zé Miguel" (maior parte das pessoas, principalmente a família do "lado" da Ana, chamam-me Zé Miguel) "tenho que fazer um trabalho de grupo para Português e queríamos fazer uma entrevista a um escritor, podes?"... Claro que não diria que não, não fosse ele a pedir, mas depois fiquei a pensar no assunto, mas que vou eu dizer, quão pretensioso terei de ser para me considerar escritor?
Foi giro. O Pedro e o Nélson trouxeram uma máquina de filmar e umas perguntas. Ainda jogamos uma partida de basketball antes, para aquecer :) Viemos, com a Ana, para casa e fui respondendo às perguntas deles, com esforço para não demorar muito tempo nem rir! A fotografia surge depois. Talvez amanhã.

Um sorriso, nada mais, creio que basta...

2008-03-13

A gente não lê

A quem vem aqui frequentemente peço desculpa pelas teias de aranha e pelo pó.
Este blog parece um candelabro antigo. As ideias são novas, os sonhos semelhantes aos de outras vidas. De igual, apenas eu. Não tenho escrito, trago na minha camisola dobrada, ao colo, uma quantidade imensa de histórias e poemas, prosas e rosas, mas não os/as consigo escrever, desculpa(-me).


Em breve, sim, em breve talvez consiga estar presente com P grande, agora é apenas hora de olhar para o relógio, pousar todas letras ao lado da minha almofada e adormecer, na esperança de todas elas, letras, esculpirem um sorriso permanente na face e contra-face das faces da vida.

...

Dia 20 estarei na FNAC do GaiaShopping, num evento promovido pela FNAC e pela Corpos Editora (que "editou" o meu livro), integrado nas comemorações (antecipadas) do "Dia Mundial da Poesia". Serão distribuídas 600 mini-books de livros de 46 autores (entre eles o meu) até final do dia 21. Apareçam e apoiem quem apoia a cultura.

...

Escrita por Carlos Tê (quem mais?) e tocada/cantada por Rui Veloso, a música "A gente não lê" parece feita exclusivamente para a voz de Isabel Silvestre. Resume muito daquilo que "sou".

2007-12-23

"Let me be" musicado

Ontem foi dia de emoções. Daquelas fortes. Após um dia aniversário em que estive pouquíssimo tempo em casa, fui jantar a casa dos meus pais e a Ana e a minha irmã, como sempre, prepararam uma surpresa ao convidarem alguns dos meus amigos. Entre os amigos surgiu o Luís, que fez uma dupla surpresa. Primeiro, na sua infinita fé ofereceu-me uma viola (é a que podem ver no vídeo) e, depois, cantou o poema "Let me be", do livro "Para lá do que vejo". Foi bonito demais! Embora a capacidade da câmara que gravou não seja a melhor, sei que a continuar assim é de esperar um cd :) O pormenor final. Ele a limpar a "emoção" dos olhos. Uma prova da extrema sensibilidade de quem é um verdadeiro "artista". Obrigado Amigo!


2007-12-21

Lista de Livrarias

Antes de rumar em mais uma viagem de trabalho, fica aqui a lista de livrarias onde podem encontrar o livro "Para lá do que vejo".
  • Poetria (Baixa do Porto)
  • Lello (Clérigos - Porto)
  • Almedina (Arrábida Shopping - V. N. Gaia)
  • Leitura (Baixa do Porto)
  • Sá da Costa (Chiado - Lisboa)
  • Bertrand Stª Catarina (Porto)
  • Bertrand Parque Nascente (Rio Tinto)
  • Bertrand Maia shopping (Maia)
  • Centro Elisabete Teixeira (V. N. Gaia)
  • Livraria Culsete (Setúbal)
  • Livraria Garfos e Letras (Porto)
  • O Livreiro (Chaves)
  • Melo e Castro (Felgueiras)
  • Livraria Esperança (Funchal - Madeira)
Fiquem bem e até breve.

2007-12-06

3º Feedback - Pedras revoltas (musicado)

Aos poucos vou conseguindo colocar aqui os momentos do lançamento do livro.
Acabei de receber um vídeo feito por um telemóvel (obrigado Cláudio). A qualidade não é a melhor, mas quis colocar aqui de qualquer forma, para que possam ver e ouvir o magnífico trabalho do Luís.
Convidei-o uma semana antes do lançamento, no dia seguinte já ele tinha escolhido o poema, a forma como o cantar e a melodia. Passados dois dias já eu ouvia a música... E diz ele que não é músico :)
Em breve coloco mais filmagens de outros momentos e desta música também.

2007-11-30

2º Feedback (apresentação surpresa)

Sei que não estiveste lá apenas porque não pudeste, mas não queria deixar passar em claro a apresentação surpresa que a minha irmã Anabela e a Ana me fizeram no lançamento, no início... Fiquei sem palavras.

2º Feedback (apresentação surpresa)

Sei que não estiveste lá apenas porque não pudeste, mas não queria deixar passar em claro Eis a apresentação surpresa que a minha irmã Anabela e a Ana me fizeram no lançamento, no início... Fiquei sem palavras.

1º Feeback do lançamento

Olá.
São 1:43 da noite, mas não podia deixar mais um dia sem vir aqui entornar as gotas do bálsamo que foi a noite do lançamento do meu livro.

Tento encontrar um ponto de partida, para falar sobre o lançamento, mas as memórias estão tão presentes e vívidas, que é difícil pegar em apenas uma.
Creio que a melhor forma será ir escrevendo sobre a programação do mesmo e, eventualmente, se as minhas mãos assim o quiserem, irei dando vida a algumas palavras que me ficaram gravadas.
Ao invés do previsto, o lançamento ocorreu no auditório da Casa da Cultura e não na sala multiusos. A decisão, por iniciativa da minha adorada irmã, foi a mais sensata, pois o palco do auditório era mais adequado ao que desejava fazer, nomeadamente a actuação do ballet e a noite iria revelar que foram muitas mais pessoas do que aquelas que eu esperaria.
A noite começou com a apresentação de uma surpresa por parte da minha irmã (em conjunto com a Ana), um filme com música de Mark Knopfler e com imagens e frases referentes ao meu percurso enquanto "pessoa"... Foi comovente... Estou a preparar o vídeo para o youtube e, assim, dar a conhecer a surpresa, a primeira fatia do grande bolo que foi a noite de 24 de Novembro.
Em seguida foram lidos alguns poemas por Fernando Soares... O Fernando Soares é e será, se assim for possível, a única voz dos meus poemas. Há anos que o ouço e sempre pensei (e afirmei à Ana) que sentia que escrevia para a voz dele. Foi com curiosidade que ele me disse que os poemas estavam numa forma que ele gosta de ler. De facto, não há acasos...
Depois foi a vez do André, meu amigo de infância, apresentar o autor (eu mesmo, para quem não sabe), com palavras que me comoveram, sentidas e que eu muito agradeço. É bom saber a forma com que os outros nos vêm... É bom ser teu amigo, André.
Em seguida foi a vez do Fernando Soares declamar mais poemas, da forma como apenas ele sabe e consegue.
Foi a vez, de seguida, do Norberto, bom amigo, apresentar o livro... Ao longo de cerca de 30 minutos, cativou todos os presentes e, acima de tudo, surpreendeu-me pelo trabalho de pesquisa que fez, pela forma como encarou o meu convite e pela surpresa no final... Sendo ele, tal como eu, adepto do documentário "Ainda há Pastores?", tomou a iniciativa de contactar o Jorge Pelicano, realizador do documentário, que enviou uma mensagem para mim, lida no final da intervenção do documentário. Confesso que as lágrimas me vieram aos olhos... A mensagem que o Jorge Pelicano foi a seguinte:
"Caro Miguel.
Isto é uma espécie de surpresa a meias com o amigo Norberto.
Queria felicitar-te neste dia especial que estás a passar. Editar um livro, um CD ou um filme é como um filho que nasce. São momentos inesquecíveis aqueles que se vivem neste dias. É o culminar de todo um trabalho, de um ultrapassar de barreiras, de dúvidas, mas também de muitas certezas.Sei o que isso é. "Ainda há pastores?", o meu primeiro filme é a prova disso mesmo. No final esboçamos um leve sorriso e comunicamos com nós próprios e dizemos - "valeu a pena".
É isso que desejo para contigo próprio. Que digas - "valeu a pena". Que valeu apena lutar, que valeu a pena acreditar. Hoje estás mais rico. Felicidades e parabéns por esta tua pequena fortuna.

Jorge Pelicano
Realizador documentário "Ainda há pastores?"

Depois entrou em cena o Fernando Soares, semeando mais poemas com a voz dele e, em seguida, o meu amigo Luís cantou e tocou à viola um poema do livro (Pedras Revoltas)... Foi um momento muito bonito e há coisas que são talhadas para determinadas ocasiões. Andava com o desejo de alguém cantar e tocar um poema meu e a uma semana do lançamento não tinha, ainda, ninguém que o fizesse. E, de repente, a Ana lembrou-se do Luís! Seria imperdoável se eu me esquecesse dele :) A verdade é que de um dia para o outro o Luís tinha escolhido um dos poemas que eu lhe dei e ao final do dia tinha a melodia na cabeça... Quem sabe, sabe, não é?

Depois do Luís foi a minha vez de falar... Ninguém imagina os nervos que sentia, mas depois de começar a falar (lembro-me de ter começado com "estava tudo a correr tão bem...") tudo se desenrolou e durante uns 20 minutos falei como há muito tempo não me lembrava de falar... Tinha preparado um guião, mas coloquei-o de lado e deixei que o ambiente falasse por mim... Foi tão mágico...

Depois de mim entraram quatro alunas da escola de dança/ballet do Centro Social de Cête, que dançaram ao som de uma música Celta, lindíssima (obrigado professora Joana)... Em breve deixo também aqui a música que elas dançaram.

E para terminar, falei um pouco mais e deixei uma frase exibida no fundo do auditório, que era a seguinte:
No imenso livro da minha vida
Todos vocês são pequenas letras
que formam as palavras do meu mais belo poema:
Amizade...

(Bolas, já são 2:09)

Todos os meus amigos e família aplaudiram, eu agradeci, desci do palco e fui abraçar e beijar todas aquelas pessoas que me fizeram sentir tão feliz...

A Casa da Cultura preparou um Porto de Honra e eu estive a fazer dedicatórias nos livros que estavam à venda (tive que pedir mais à editora)...

Acima de tudo, esta foi a noite em que eu bebi, comi, senti e amei o Amor... Não existia mais nada além do amor, foi inacreditável e sei que falo por todos (cerca de 90 pessoas) que estiveram presentes ao dizer que foi uma noite, um momento inesquecível...

Foi único, poderá mesmo ser o único momento em que me verei em tal posição, mas foi meu e não há momento em que não abrace todo o sentimento, toda a energia, todo o calor humano que estava naquela sala.

Isto foi o que se passou, com mais ou menos sono tinha que o deixar aqui escrito... Amanhã ou depois deixo escrito o que de facto eu vi e vivi.

Obrigado a todos, especialmente aos que estão "Para lá do que vejo".

2007-11-12

Lançamento "Para lá do que vejo"

Olá.

O meu livro de poesia “Para lá do que vejo” (Corpos Editora) vai estar na
sala multiusos da Casa da Cultura de Paredes, no dia 24 de Novembro às 21:30, à espera que o teu olhar repouse em algumas das letras e palavras que também fizeste nascer.
Mais do que o lançamento, será um momento para ter os meus amigos por perto
durante alguns minutos e, por isso, se puderes, terei muito gosto em ter-te lá.

Percorro,

em passo incerto,

as rimas que tombam

sobre este dia,

o momento em que desperto

e quase morro

tem um nome:

poesia.


Fica bem,

José Miguel Gomes



2007-11-02

Apresentação "Para lá do que vejo"

Olá.

Posso já adiantar que o lançamento do livro "Para lá do que vejo" irá realizar-se na Casa da Cultura de Paredes, dia 24 de Novembro às 21:30.


Ainda não tenho o convite pronto, mas considera-te convidado(a).

2007-09-10

Para lá do que vejo

"Para lá do que vejo" é o nome da minha primeira (e talvez única) aventura literária.

É um pequeno livro com alguns poemas, alguns dos quais estão neste blog (não inclui os mais recentes). Tem capa dura, o que lhe dá uma rigidez que nunca consegui imprimir nos meus poemas.

A data de lançamento está a ser cogitada, mas eu gostaria que fosse para amigos e pouco mais.

A
editora (a quem comprei os livros, claro) está já a aceitar encomendas no site, ainda antes do mesmo entrar em circuito comercial.
Se quiserem encomendar, podem fazê-lo no site da editora, basta acederem a www.corposeditora.com, pesquisar "José Miguel Gomes" e, lá, encomendarem os que quiserem.

Obrigado por terem comentado, apesar de gostar de escrever, os vossos comentários ajudaram a que decidisse passá-los para outro registo. E assim nasceu um sonho, pequeno ou grande é meu e, agora, quero compartilhá-lo convosco.

Fiquem bem.

2007-09-08

Obrigado

Sabes, escrevo, leio comentários e todos, mas mesmo todos, conseguem alegrar-me, mostram-me um pouco daquilo que eu desejo transmitir e que só sei se "chegou" com o vosso feedback.
Ao longo deste tempo nunca cheguei a dizer-te, ao ouvido, para que mais ninguém ouça e as palavras não percam a força e intensidade ao tocarem no vento, a palavra "Obrigado".
Obrigado pelos comentários e o carinho com que sinto cada letra. É bom. É muito bom.