2010-07-30

9 minutos, com Fernando Alvim

Um tema sério, falado muito a brincar.
9 minutos para falar, rir, expor fotografias e... e soube a pouco.
Aqui ficam as fotografias.


Pós-entrevista e uma pequena amostra do trabalho...


Falas tu ou falo eu? Eu? Não, o combinado eras tu!


a começar.

2010-07-24

Eterno

É por te saber eterno,
meu fio de água,
que choro a cegueira dos que morrem
quando à sombra das noites se erguem
para te fazer saudade.

Corro-te à nascente,
retorno à foz que te abraça em torno de um cais
para te sorver,
contente,
porque te esquecem, os homens
e outros que tais,
nadando num rio invisível
que uma curva escurece,
vou traçando a cinzel estes riscos na pele,
no papel,
meu fio de água,
que em mim te sei eterno...

2010-07-17

Locais

Nunca arou água
a terra molhada embriagada
que a meus pés desagua.

Oh preces que me acolhem
aos vultos da madrugada,
sou de vós a ausência
na existência do nada.

Os locais que me habitam
são paisagens que não piso,
as amarras que dormitam
nos meus braços
encolhidos
são escadas enlaçadas
que vão de mim
ao teu abraço.

Nada dói mais
que a ausência da dor
no sulco precipitado de um olhar,
porque terei tudo em mim do que sou,
quando me olham
e me vêm sempre
onde não estou...

2010-07-12

unusual

É normal o usual, vulgar como o igual, é ameno o barco que se deita ao mar encrespado de tão longe se sentir de casa...