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Um post - duas mensagens

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Sobre quem eu não seria se não fosse quem não sou Falava agora com o Norberto , sobre o curioso que é escrever. Adoro escrever, mas mais do que isso, gosto mesmo é de ler os comentários e de perceber o que perceberão as pessoas (deduzo que quem me leia seja pessoa) que lêem. O post anterior - Pequenitates - é sobre alguém, mas não eu. Em primeiro porque as minhas nuvens não são azuis, pelo menos não no tom azul que as pessoas pensam e em segundo porque nem tenho a certeza que tenha sido escrito por mim, apareceu por aqui no computador. Por fim, dou por mim a olhar como criança, a iludir-me como criança, a acreditar como criança, a escrever como criança, mas a cravar garras como adulto (e às vezes tenho vergonha de ter crescido). Sobre a mais velha profissão do mundo (professor) e um amigo De vez em quando "falo" no Norberto neste blog, mas ainda não o conhecem (creio eu). Estava na converseta com ele, via messenger, quando ele envia umas imagens de um livro de final de curso...

Sete Sóis

É um pouco contra o que quer fazer. Escrevo apenas para sentir a chuva. Deitado na cama, com o barulho das gotas e do vento ao meu redor, não consigo senti-lo, tenho que estar aqui, a olhar para as letras, que surgem como magia. Tenho que olhar para os meus dedos para perceber que eles é que estão a premir as teclas que a minha alma dita. Não tenho muito mais para escrever. Aos poucos, sem grandes floreios "poetísticos", vou-me resignando à estrada, às ervas molhadas e curvadas que não posso tocar, ao trigo e centeio que crescem nos campos e pelos quais não posso correr, à claridade falsa de um monitor que vai sendo o meu dia-a-dia. Vou estar por fora, volto mais tarde. Até lá, fica aqui uma pequena história escrita para o Norberto e seus alunos para o dia mundial do livro. *** Um sonho li(n)do Ouço choramingar. Do meio de uns troncos velhos, cortados, chega até aos meus ouvidos um choro baixinho. Vou até lá. Sentado num velho pedaço de madeira, um pequeno ser olha pa...

Excluído

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Veste-me de sonho a vida que o frio faz, não, não é para ti que olho, mas para o deserto que o teu olhar ausente me traz. As mãos que pendem da vida, na vida que sorriu vida frias, como as minhas mãos vazias... Sonhos e barcos e aviões de papel, amigos e estrelas cadentes que pendem do vazio, frio, quantos mundos cabem ainda numa só folha de papel? Pariu-me o mundo aqui neste muro, sozinho. Vive-me nos olhos do que serei, veste-me de carinho... (fotografia de Norberto Valério )