2009-02-25

Quatro quadras
na canção dos teus olhos,
no som de um sorriso
ou alvura
que são os tempos
onde te vi
viver...

Leva-te a brandura
e o dançar
das cordas que a minha guitarra sonha,
o ambiente cuidadoso
que as estrelas
saboreiam,
o toque quente de uma mão
e a profundidade
amena
da tua imaginação,
traz-me o futuro no teu regaço,
no sonhos encontrados
que são as imaginárias realidades
de contornos sonhados...

Uma vez apenas,

sim, uma vez,
no término de um ciclo
incompleto,
dá-me a valsa que me dançou
e a noite
cuja mão saboreou...

2009-02-15

Bom final de fim-de-semana. Nada que não se deseje, no entanto, vamos primar pela originalidade! Desejar um bom ano tem sempre um estímulo, para quem deseja (na ânsia de ouvir o mesmo do outro lado) e para quem recebe, por isso, eis o meu desejo, para ti, na ânsia de ouvir o mesmo, aqui fica: bom final de fim-de-semana!
Começo a retomar a escrita e alguns dos sonhos afloram, ainda que durante o dia. Circulava hoje de carro e surge a voz do costume, sussurrando umas letras, uma frase que tinha que converter em poema... Parei o carro, o caderno ia já aberto, de sobreaviso, não tive tempo sequer de abrir a porta, quando as palavras chegam assim, fazem-no com um misto de misticismo e física quântica, não são onda, nem são partícula, são uma espécie de materialização de pigmentos, na retina e no papel.
O avançado da hora e o desejo de dormir umas boas horas para enfrentar o amanhã, fazem com que fique por aqui, fisicamente, porque mentalmente, tu sabes, estou aqui a ver-te e a tentar que com a mesma tenacidade que os sonhos não desistem de mim, tu também não desistas de seres quem és...

2009-02-12

Diziam-me que a esperança é a última morrer... Acredito... O que significa também que morre sozinha...

2009-02-04

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousamos fazê-la, teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos"
Fernando Pessoa