2009-03-03

O comboio e o olhar permaneciam ligados pelo vento. Nada une mais dois objectos que o vento. O olhar aproxima, constrói, convida e toca. O comboio leva o olhar, no olhar e ao olhar de outras paragens, transporta consigo o olhar sem ter olhar próprio. Mas o vento, o vento é o único que consegue fazer o olhar transportar o comboio, sem carris, sem rede, apenas com um olhar fugidio cujas agulhas o carril nunca tricotou. Se ao menos o vapor...

9 comentários:

Tibeu disse...

Obrigada pela tua visita bj

Eli disse...

Que interessante!

Li o teu texto em voz alta!

:))

São disse...

Bonitas algumas das imagens!
Um abraço.

C Valente disse...

li o texto e soa quase a poema gostei
saudações amigas

FERNANDA & POEMAS disse...

QUERIDO JOSÉ MIGUEL, LINDO TEXTO/POETÍCO... ADOREI UM ABRAÇO DE CARINHO,
FERNANDINHA

Vieira Calado disse...

Um texto elegante com curiosas inversões, que apreciei.

Um abraço.

sonhos sonhados disse...

..."Mas o vento, o vento é o único que consegue fazer o olhar transportar o comboio..."

...texto muito bonito!
prosa poética encantadora!

...gostei imenso da expressão
"...cujas agulhas o carril nunca tricotou."

parabéns
xis létinha

Sofia disse...

Sim Miguel, a música é lindissima.
Como tu muito bem disseste, tem qualquer coisa de especial...

Bj

guiga disse...

Bonito texto! :)
*.*