2008-10-28

Quero

Quero os silêncios malhados
e forjados
nas costas do destino,
quero a palma dos teus rios bravios
e o leito de desfiladeiros
onde desaguam
secos.

Quero o esquecimento dos dias
e das sombras das noites,
nos sinos que por ninguém dobram
o som aguado
da morte das mãos
e das foices.

Quero a chuva,
de uma estação abandonada
entre frestas do que seria,
de gente com alma caiada
e olhar de rebeldia,
pós e dores e ruídos e sei lá!
quem traça a linha que me separa,
do momentâneo agora
e do eterno já...

8 comentários:

Anónimo disse...

QUERO que nunca pares de escrever porque escreves muito bem!

Bjinhos com carinho

Anónimo disse...

E eu quero poder continuar vindo aqui todos os dias para me inspirar com tua sabedoria e com a doçura das tuas palavras.
Nova fã. ;-)

Princesa Bé disse...

E a ti... Queres?

Zé Povinho disse...

Depois da tempestade vem sempre a bonança, depois da chuva, renasce e renova-se a natureza que ainda não conseguimos destruir.
Abraço do Zé

Anónimo disse...

Em cada dia renasce a esperança...Belo cantinho onde se palnta a boa poesia...

Beijitos

Andreia disse...

Há dias em que queremos pouca coisa... *

antónio paiva disse...

...

"Quero o esquecimento dos dias
e das sombras das noites,
nos sinos que por ninguém dobram
o som aguado
da morte das mãos
e das foices."

brilhante!

abraço.

pasta7 disse...

QUERO ler este poema muitas vezes!
abraço.