Gostava que todos os tempos caíssem, como se alguém abanasse a árvore que os frutifica, a meus pés, podendo apanhar um a um, armazená-los na minha t-shirt suja, correr para casa feliz com a minha riqueza de ter, para saborear, todos os tempos que plantei.
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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