Colho a morte que da vida nasceu
entre mim,
carril,
e a travessa que me ardeu
quero-me apeado
em traje de mosto fogueado,
sem que me façam ouvir por onde andei
nem que me icem onde calei,
ali no estender da mão
daqui à imaginação
sulco com os pés o chão
frio
quente
de nada me vale a vida pela frente
sem a retaguarda do torrão
violado
na abstinente calejada estação
em ferro
forjado
o marco vivo
no peito enterrado.
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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