Tenho o silêncio a desbotar ao longo da costa, contra a neblina que ondula no orvalho que nasce no meu braço, esquerdo. Mar adentro o passo faz-se maré e até a piscícola humanidade comunga a pacífica serenidade com o resto de mim que ficou sentado, lá longe, no banco do jardim.
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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