Vou não indo, a decisão toma-se quando não se decide. Por crer, creio que o amanhã poderá querer ser diferente, trazer o que se faz ausente, permitir que floresça um caminho do qual se sente apenas o odor, a certeza da incerteza, a volatilidade do infinito em constante mutação. Estão-nos a parir, vamos nascer com olhos nas estrelas, mas por enquanto o mais próximo de lá é o olhamento de uma brisa ténue, quase sem vento.
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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