Vou dizer-te que a vida arrefece nas mãos. Tenho-a no fundo da concha que formei. Sinto sede, mas não sei beber. Nem viver. Vou dizer-te que a vida sente-se mais leve quando nos ajoelhamos perante o frio e, tremendo, ganho coragem e peço-lhe caminhos com palavras que sonhei escrever
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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