Queria contar-te que vi, hoje, o Outono. Estava encostado à sombra de uma folha com seis tons de cores. Sabes, se estivesses aqui, com a tua cor, todas as folhas teriam a cor de um Sol que espreita por entre a neblina e aquece as pálpebras, as mesmas que cerrei para ver nascer do escuro a luminosidade que só se vislumbra quando se vê de olhos fechados a sétima cor do arco-íris.
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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