Olha o reflexo do sol no vidro. As cores que dele se soltam são um pequeno arco íris de intenções, a tua visão dir-te-á que são espectros, eu chamo-lhe restos de um final de dia, com abertura para minha fantasia, é em cada cor que vivo o que não vivia. O sol desceu, o reflexo esmaeceu, sem cores de mim um outro, quem não sou eu?
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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