Guardo tudo o que não digo no meu invisível alforge. Estão lá, bem protegidas, até ao dia em que me vença a vontade de viver sem pés nus, chãos, e me alimente das palavras e não dos gestos que teimam em mover as horas e minutos ao encontro da leira sombreada onde, pelo fresco, me deito e descanso.
Cobre-se a vida na candura o branco e o invisível que perdura, sagrado o dia espreguiça-se pela tarde e é Deus (de quem tudo tive) que sussurra: a vida é o que em nós Vive.
Comentários