Há um rio de água salgada a percorrer um leito sentado. Vai do que vê a paisagem até por fim cair num cabo arredondado, onde dobram os sorrisos. Não traz força nem tumulto. Apenas frases curtas. Um pouco de vidro embaciado. Fumo no ambiente, que nem nevoeiro na nascente. Falta gente. Falta gente. Propositadamente duplicado, para que um dia, quando a torrente indelével, inócua e invisível cessar, possam de ausente dizer, que aquele por dois valia. Não hoje, noutro dia.
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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