Vou brincando com o mundo na palma da mão, rolando como se um berlinde fosse, enquanto não o solto por aí e, correndo, me vá divertir vendo-lhe as voltas e baldrocas, até me lembrar de saltar para ele, só para me sentir gente novamente.
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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