Pela Primavera vem ligeira a vida, renascida, no calor que se esquece quando de novo a chuva se lembrar de ganhar um espaço ao Sol. Poucos os retratos onde ondulam searas, com um par de mãos dadas, rumo ao inexistente infinito. De que nos querem convencer, de quê?, estes galhos secos que tentam roubar todos os retratos de quem se preocupa em ser apenas um negativo que faz do mundo, mundo? É no dia a dia, sem paz ou alegria, que nos apertam o cerco, que nos incitam a voar sem sair de dentro desta gaiola.
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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