Quando chegares ao final do infinito acorda. Lembra-te que nem ele existe. Serás livre. E quanto te vires livre, conhecerás outros igualmente livres. Pára. Lembra-te que nem tu nem os outros existem separados. Serás Um. E quando te vires Um perceberás que nem aí, Único, te chegará o universo ou o infinito, nem toda a infinitude de universos, multiversos, hemisférios e equadores, que tudo é uma pequena estrela que vai, junto com todas as outras do teu firmamento, iluminando a noite da tua infância. Quando te souberes não saberes quem és chegarás a Casa.
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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Feliz Natal
Cumps