Ouvir a chuva é ler urzes, enquanto os olhos não se habituam à claridade do fumo que uns tojos secos tentam içar, enquanto o pão há muito desceu pelo corpo e a água ardente arde, languidamente, enquanto viro a página de mais um dia.
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
Comentários