Fui beijar a noite, ainda que ela me possua na palma das suas estrelas, é a mão delas que me embala e transporta, daqui para ali, de mundo em vidas, de vida em mundos, até me cansar de respirar entre dimensões e ir habitar um planeta espiral e infinito com arco-íris de oito cores, a oitava é a música que ouço de olhos fechados enquanto imagino pautas com sete cores. E sete é o número. Perfeito.
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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