Renasceria nesta bolha de terra e água novamente, apenas para sentir o ar frio que se bebe à noite, ou o sorriso sincero e cúmplice de uma criança. Que fosse apenas por uma cevada quente ou pela borra que fica no fundo da caneca, misturada com as migalhas que se afogaram no negro do calor. Que fosse apenas pela amizade ou pelas palavras. Pela experiência de procurar no vazio todos os nadas que desconstroem a realidade. E voltar a casa, feliz, sistólica e diastolicamente completo, rumo a mais um universo, até, por fim, encontrar todos os outros eus que deambularam, sem destino deduzo eu, por multiversos e hexoversos.
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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