"(...) E a vida, a de todos os dias e de toda a gente, com lágrimas e alegrias, ambições e desalentos, ficara-lhe sempre ao lado, vestida de uma realidade que não conseguia ver. A aldeia formigava de questões e de raivas, e ele coava-lhe apenas a agitação de longe, vendo-a fumegar na distância, ao anoitecer, e acariciando-a então num cansaço doce e contemplativo. (...)"
Eu e Torga.
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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