Dormes e sorris. Enrolei e aconcheguei ao peito todas as letras, palavras, beijos, apertos de mão e olhares. Olhei para o céu, frio, distante, pontilhadito de estrelas que tremiam também e pensei em ti. Imaginei-me agora sonhando com um mundo cheio de gente com pessoas dentro e sorri. Sem lareira, mas com o coraçãozito quente, sem timidez, ergo os abraços e, de repente, é como se todo o céu fosse uma estrela e todas as estrelas um mini universo que rodopia na palma da minha mão e, assim, pudesse eu abraçar-vos todos e todas. Obrigado.
Somos todos Um.
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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