Tive o tempo como aliado, nas infinitas tarde ao relento, quando me brindava a idade com ternos e suculentos pomares de brincadeiras. Hoje caminha-se para o que não se sabe escrever, ladeia-se o mundo com taipais e erguem-se perpendiculares muralhas que impedem a obtusidade de se exprimir. Hoje sou o tempo e nele me saliento, para que lentamente se encontre um aliado, porque hoje, apenas hoje, o relento sentou-se a meus pés e começou a brincar desajeitadamente, como se nunca me tivesse visto devanear.
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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