Sussurra a altos gritos que devaneios te serenam. Permite-te ser dono do ar que respirar, gaba-te da tua humildade. Tumultua as águas paradas, fétidas, para que as ondas levem a lava que te afunda a embarcação.
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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