Sorri. Quando os primeiros, mas grossos, pingos começam a cair, ele simplesmente encosta a vassoura a um caixote do lixo, dá uns quatro passos, dirige-se ao carrinho do lixo, retira o colete e veste o impermeável. Coloca o capuz, dá novos quatro passos, agarra novamente na vassoura e continua a varrer o lixo, sarrabiscando as ruas com o piaçaba. Sorri.
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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