É sem grande dificuldade que me vejo com este sol, este vento, à sobra de uma oliveira, de um plátano, por baixo de uma videira, encostado a um penedo mal amanhado, com os momentos todos de vida debaixo do braço, enquanto aguardo que a noite vá trepando horizonte acima até se fazer noite.
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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