A caminho do trabalho, manhã, fresca como se pede, o Sol levanta-se no meu espelho e eu imagino-me lá por cima, vê-lo romper a neblina enquanto o sino da igreja o saúda com o rebate de Pronúncia do Norte e eu, com as mãos na chávena quente e o fumo do café como olhar, adormeço.
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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