É incontrolável, surgindo como quem brota de um muro moído pela água e pelo roçar de gado que se faz gente, incontrola-se aos poucos, na certeza do que se faz jamais se disse, porque no olhar, na procura, no vislumbre que o destino aparenta exibir, há sempre um portão a fechar-se, um som de ferro em ferro, ecoando em mim o eco e o som, sem se saber qual deles nasceu primeiro, se o ferro, se o muro.
Ido futuro
Ternura, trajas vida no olhar e nos passos serenos que é o teu respirar. A mão e o pousio, o sorriso lateral que faz o mundo inteiro surgir, vazio. Saudade e o Outono que trago algures em mim, frutos caídos das noites ausentes e as nuvens, cerradas, que permeiam o vácuo entre o não e o sim. Encontra-me, nas cidades que são as avenidas vazias, entre cada pedra e mão, no ido futuro ou agora, no chão...
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