2008-11-13

Guardo o olhar que choveste,
deixo as nuvens florirem
nos pastos faustos do destino,
tacteio mãos e escuridões
em busca de um dorso
com outras mãos.

Curvam-se as curvas da estrada
e as margens
que me separam da madrugada.

Empobrece-me o nada
à sombra e resguardo da minha alçada,
no noctívago sentimento
de aguardar,
à candeia ténue da Lua,
o suspiro inaudível
da vida no meu peito
a ancorar...

8 comentários:

Vieira Calado disse...

Obrigado pela visita ao meu blog de poesia.

Boa noite.

Um abraço.

Lucinha disse...

Olá mocinho.. prazer viu.. Li seu comentario e entrei aqui para conhecer. Parabéns pelo seu blog muito legal mesmo.. Convido a me conhecer em Sonhos e Carinhos. Ofereço a vc minha amizade mesmo que seja virtual pq adoro fazer novas amizades.. "Deus! Dai-nos a graça de aceitar com serenidade as coisas que não podem ser mudadas, coragem para mudar as que devem ser mudadas e sabedoria para distinguir umas das outras. (R. Nienuhr)" abraços carinhosossssss aguardo sua visita

Montanha Azul disse...

Gostei muito do teu canto e gostei particularmente de "Fall".
Vou voltar.
Bom fim de semana.
:-)

PoesiaMGD disse...

Gostei deste poema! MUito!
http://www.escritartes.com/forum/index.php?referredby=3

Zé Povinho disse...

Li e achei um pouco enigmático, ainda que bem construído. Gostei particularmente do texto anterior e da Farrusca.
Abraço do Zé

TRÍPTICO(POEMAS)FERNANDA disse...

Olá querido José Miguel, belíssimo poema... Adorei!!!
Votos de bom Domingo, beijinhos de carinho e ternura,
Fernandinha

São disse...

O nada nunca (nos) enriquece, de facto.
Bom dia.

Ventania disse...

Peço permissão para aqui ancorar o suspiro que se escapou ao ler as suas palavras. =)