O poeta
O poeta , nova crónica na minha secção Crónicas do Nada , no Correio do Porto. O colorido dos insufláveis onde as crianças orbitam sem cessar, enquanto outros saltam de cor em cor perante o olhar atento de uma ajudante cansada, alternando o olhar e a atenção entre os catraios irrequietos e os instagramáveis acessos de quem pulula de irreal em irreal, concorre com o cantor, jovem, num improvisado palco de mesas de refeitório amarradas umas às outras à força de abraçadeiras de plástico e boa vontade, solicitando o bater de palmas a uma plateia distante. O chão do pavilhão multiusos descansa das investidas desportivas do andebol, basquetebol, futsal, karaté e outros menos organizados, como bater-bafo, corridas de meias e futebol com bolas invisíveis. A festa de final de período, com as divindades edis no olimpo de alvas cadeiras de plástico, os responsáveis de associações, pais, culturais, desportivas, associativas, musicais e outras que tais, convivem na placidez de uma tarde cinzenta, ...