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I miss Azores

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O repto foi-me lançado há alguns dias, mas por falta de tempo e pela dificuldade da tarefa, ainda não me tinha dedicado... Mas agora terá que ser... Assim, aqui ficam as minhas escolhas, que possuem vários critérios, mas mesmo assim injustos para os que não nomeei, pois todos os que estão ali, do lado direito do monitor, nos links, mereciam... Blog do Capelli Fragilidades Isso agora O Bloguinho da Kika O meu umbigo

Nas mãos

As noites de Primavera têm a vantagem de serem frescas e arrastarem estrelas cintilantes e uma lua que não sei se é quarto crescente ou minguante.  Possuem também o condão de me plantarem palavras nas mãos e eu olho para elas, deixo cair os braços ao longo do corpo e compreendo, que apesar da minha altura, de uma envergadura de braços de quase 2 metros, ainda assim os meus braços são pequenos demais para abraçar o mundo. Não sei se ria ou chore, com esta vontade de ir para algum lado sem sair do local, de escrever poemas em prosa, ou condensar prosa em poemas. Travos amenos de uns latidos perdidos na noite, um sorriso num murmúrio e uma mão apoiada numa estrela. Um cansaço que teima em cansar, uns braços que teima m em gotejar o suor de uns quantos sufrágios. Estou em crer que o descrédito da canoa está na quantidade de paus que a compõem...

Disseminação

O meu coração começa a ser pequeno para armazenar tanta amizade.  Como não considero esvaziá-lo de cada vez que conheço novas pessoas, novos amigos, vou recebendo deles a amizade e, ao mesmo tempo, transferindo para eles bocados de mim mesmo e de outros que tenho em mim.

Ocaso(s)

Trago no corpo roupa cansada de me usar, vestida, além nascida dos olhos de quem, quem? Fecho os olhos, mas foge-me o sono, durmo, mas foge-me o sonho. Que ocaso traz de novo o reflexo da vida?

Verdade

Durmo sentado à espera que me caia no colo a verdade e me diga: é mentira!

Ausente

A visão foge-me, repousa num horizonte imaginário onde os sonhos moravam, numa neblina ténue foram beber meus sentidos para que não se esqueçam, também eles são fugazes, como o olhar passageiro da noite sobre mim ou o aceno imaginário de uma dicotomia sem fim...