2016-09-08

Sem que me vejam, descerro a cortina, mas não completamente.
Há sempre um pouco de silêncio que permanece, ou um pouco de silêncio onde permaneço, uma penumbra auditiva na qual permito falar-me sem que me ausculte o pressuposto.
Há uma promessa no ar.
Deduzo, espero, que seja os passos de um novo silêncio a chegar.

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