2014-04-29

Cont(estacão)

Contesto a decisão do meu corpo em querer dormir.
Há tanto céu nocturno por escrever.
Ainda que dormindo me desprenda deste corpo e vagueie por aí, nunca encontro as palavras que, construindo-as, completem as frases que trago agarradas à minha ânsia de acordar, do sono e da vida.
Oro.
Vigio.
Para descobrir que a oração é-a sem a ser e a vigília começa quando adormece o último vigilante.
Valha-nos ou valha-me a retina, a porta da alma que não esconde quem por detrás da vida vive ou deixa viver, para saber, aqui sentado comigo e com a melhor parte de mim,
todos somos começo que jamais conhecerá fim.

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