2005-08-12

Universo mutando

Corro pela vida,
um pé no mundo,
um pé no sonho,
onde cada porta é um ponto de partida,
respirando o tempo numa fracção de segundo,
descansando num lago onde incauto me exponho.
Vai alto o luar,
cravejado de estrelas o céu cogita.
Pendem as rédeas de meu corcel,
ofegante o vento corre para me avisar,
cai o real sobre a fantasia num mar
que se agita
e galopeio entre quadros da tela para o pincel.
Se o horizonte aos olhos falta,
fruto do calor
ou consequência do olhar
onde cada pensamento sugere uma gralha
e as penas ondulam dentro de mim em fervor,
o Sol explode anti-matéria
e eu continuo a brincar.

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