2005-11-21

As mentes mortiças

Assim que as luzes mancharam a noite
de trevas luminosas,
algo em mim surge do momento
em que o olhar já não é o tempo,
mas o cruzar vasto e metódico
de partes replicadas,
irreais…
Surgem reluzindo
e dormindo,
aleatoriamente,
vagueando
serenamente
em linhas finas de poemas,
em olhar claro penetrante.
Não existo sem mim,
ou talvez seja o que o deixam ser,
enquanto os odores que o vento atiça
forem bravo e plenos de jasmim,
a minha mão fechar-se-á
em torno de uma velha e gasta matriz,
que é apenas
essa vossa mente mortiça…

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