A pensar, o que faz de nós próprios aquilo que somos?
Para mim, agora, uma tijela de sopa quente, home made, o Sol a bater nos vidros, olhos fechados, com o caderno cheio de ideias que nunca escrevi e uma felicidade que brilha, mesmo sem a ver.
2010-02-11
2010-02-10
2010-02-08
2010-02-03
2010-02-01
2010-01-25
Alma Tua
Olá!
Deixa-me que te fale um pouco do vale do Tua.
Este vale, o rio Tua e a linha com o mesmo nome, bem como uma boa parte da população do Nordeste Transmontano, estão ameaçados pelo abandono a que há muito são condenados por parte do poder político e mais recentemente pela ameaça da construção de uma barragem.
Esta barragem irá inundar o vale do Tua, submergindo a maior parte da linha férrea, e alterando irremediavelmente uma paisagem única, verdadeiro património da humanidade.
Estou a desenvolver um projecto de texto (prosa e poesia) e fotografia sobre o vale do Tua. Este projecto é desenvolvido em parceria com o meu amigo Norberto.
Sendo o Norberto Transmontano de nascença e eu de coração, estamos obviamente preocupados com a actual realidade ou sina, do vale do Tua.
O nosso projecto, procura mostrar um pouco da beleza das terras, das gentes e da sua alma e sensibilizar para a sua salvaguarda.
Visitem-nos em http://www.almatua.com
Trata-se do site de promoção do nosso projecto, que possui alguns "rebuçados" sobre o final.
Deixa-me que te fale um pouco do vale do Tua.
Este vale, o rio Tua e a linha com o mesmo nome, bem como uma boa parte da população do Nordeste Transmontano, estão ameaçados pelo abandono a que há muito são condenados por parte do poder político e mais recentemente pela ameaça da construção de uma barragem.
Esta barragem irá inundar o vale do Tua, submergindo a maior parte da linha férrea, e alterando irremediavelmente uma paisagem única, verdadeiro património da humanidade.
Estou a desenvolver um projecto de texto (prosa e poesia) e fotografia sobre o vale do Tua. Este projecto é desenvolvido em parceria com o meu amigo Norberto.
Sendo o Norberto Transmontano de nascença e eu de coração, estamos obviamente preocupados com a actual realidade ou sina, do vale do Tua.
O nosso projecto, procura mostrar um pouco da beleza das terras, das gentes e da sua alma e sensibilizar para a sua salvaguarda.
Visitem-nos em http://www.almatua.com
Trata-se do site de promoção do nosso projecto, que possui alguns "rebuçados" sobre o final.
"À medida que o tempo avançava e o caminho abandonado de cascalho, carris e travessas, ficava para trás o que era um projecto tornava-se em sonho, palpável e objectivo.
Percorrer a linha do comboio, falar com um punhado de pessoas, semear aqui e ali uma fotografia ou deixar gravada numa travessa um poema avulso, tudo se transforma numa vontade de preservar aquilo que, ultimamente, até porque a memória dos autores não perscruta tão longe assim, os sucessivos governantes (propositadamente com g minúsculo) tendem a fazer: fazer desaparecer o sorriso digno dos transmontanos em geral e dos habitantes dos concelhos directamente afectados pelo assassínio da linha do Tua em particular.
Sem ter quem defenda a bondade da arrogância política, os que não têm voz e que pela força do isolamento acreditam em quem lhes atira umas palavras caras acompanhadas de fato e gravata, que se chamou domingueiro há idos, soçobram ao genocídio mudo, à devassidão moral de quem promete e nunca cumpriu.
É impossível, quando se veste um pouco mais de alma, ficar indiferente à beleza do Vale do Tua.
É impossível, quando se ouvem Pessoas, ficar indiferente ao grito mudo de gentes com a porta sempre aberta.
Sem arrogâncias ou falsas modéstias, este projecto tem como Sonho preservar a imagem do vale do Tua e a sua linha.
Esperamos que o leitor possa encontrar um pouco daquilo que os autores viram, mas, acima de tudo, possam entrar no mundo daquilo que sentiram e que está por detrás dos pigmentos das cores ou das curvas das letras.
Que não morra em nós, nunca, a força de lutar pelo que é nosso, salvando-nos do abandono e das mãos tiranas que de longe manobram os fios com que tentam enforcar um povo.
Por Trás-os-Montes (o de portugueses, como Torga).
Pelo Tua."
www.almatua.com
Miguel Gomes e Norberto Valério
2010-01-11
Acordo quase todos os dias às 5:32... Há uma semana. 5:32. Adormeço. Depois acordo com o despertomóvel (mistura de despertador com telemóvel) a hora indefinida. Indefinida porque ele toca, coitado, toca, coitadinho, mas nem sempre me levanto à hora que ele quer.
E, invariavelmente, ando pelos montes de trás, lá para cima, onde mandam os que lá estão, a cortar mato ou, então, a andar numa carrinha pick-up, caixa fechada, com prateleiras de madeira e materiais presos, não vão os solavancos atirar de um lado para o outro a carga.
Depois páro, buzino, quer dizer, nem sempre preciso de buzinar, ouvem-me chegar e vão chegando, bafo a bafo no ar frio, vultos negros de gente abandonada por gente...
Gostava de saber de onde vêm estas lembranças de coisas que nunca vivi e que me nascem sempre aos olhos. A paixão pelo interior. A paixão apenas. A necessidade das gentes, do horizonte.
A necessidade de Ti.
2010-01-05
Tenho em mim trevas e luz,
pedaços de mundos que criei
nas centelhas que não ascendem
aos fogos que aticei.
Tenho em mim trevas e luz,
noites desiguais ao infinito
nos caminhos ao largo do caminho
onde mora ainda meu grito.
Tenho em mim trevas e luz,
no que está em tudo do meu nada,
no eu que me conduz.
Tenho em mim trevas e luz,
na metade de um irreal
é a tua mão inteira
que me seduz...
pedaços de mundos que criei
nas centelhas que não ascendem
aos fogos que aticei.
Tenho em mim trevas e luz,
noites desiguais ao infinito
nos caminhos ao largo do caminho
onde mora ainda meu grito.
Tenho em mim trevas e luz,
no que está em tudo do meu nada,
no eu que me conduz.
Tenho em mim trevas e luz,
na metade de um irreal
é a tua mão inteira
que me seduz...
2010-01-04
55 posts em 2009... O número tem vindo a cair... E embora seja da opinião que o tamanho ou quantidade não contam, noto que te tenho vindo a deixar abandonado, apenas com a companhia dos que (segundo o hiStats) ainda aqui passam...
Tanta "coisa" por dizer, escrever, mas vou rendendo-me à preguiça e à passividade de me deixar levar pela televisão ou por actividades infrutíferas. E de tantas actividades infrutíferas, sou eu, agora, que não dou frutos.
Vou voltar, um dia, maior, melhor, mas hoje sou apenas isto, três parágrafos, palavras, cansaço e duas mãos.
Tanta "coisa" por dizer, escrever, mas vou rendendo-me à preguiça e à passividade de me deixar levar pela televisão ou por actividades infrutíferas. E de tantas actividades infrutíferas, sou eu, agora, que não dou frutos.
Vou voltar, um dia, maior, melhor, mas hoje sou apenas isto, três parágrafos, palavras, cansaço e duas mãos.
2009-12-24
2009-12-16
Onde quer que estejas
Meus braços quentes
num corpo que nunca toquei,
assim caminho na tua ausência.
num corpo que nunca toquei,
assim caminho na tua ausência.
Clamo um nome à cor que não te dei
sem saber que o teu silvo,
meu respirar,
é canção de embalar
a quem não abracei…
sem saber que o teu silvo,
meu respirar,
é canção de embalar
a quem não abracei…
2009-11-10
A amar
Há o toque e o tocar,
há o corpo que se contorce
e uma forma no ar
a bailar.
Há o olhar e as mãos,
há o tempo que se evapora
num abraço a vagos vãos
a chorar.
Há algo que procuras,
há perdido em todos os achados
e o sentimento que seguras
no peito
a arfar.
Há ternura e solidão,
há o instante em que te vais
e o calor que deixas cá dentro
a amar...
2009-11-01
Confesso que sinto falta de vir aqui, no entanto espero que seja por um bom motivo (ou que se venha a revelar um) que o tempo me vai roubando para outras paragens...
Fim-de-semana perfeito, com um sábado em terras quentes de Trás-os-Montes, viagem de Mirandela a Vila Real com o pôr-do-Sol e o nascer-da-Lua, estrelas mais perto de nós e uma incursão pela N15 desde a Pousada, com bastante nevoeiro, até Padronelo, para assentar ideias e deixar que aquele misto de noite escura, nevoeiro, solidão e oração levem algumas pétalas. Rematar com um domingo chuvoso, em família com F e tudo o que de bom traz.
Sei que, muitas vezes, perdes-te no quotidiano e mesmo perante tantas ruas tudo te parece um beco sem saída...
Sei-o, porque em nós, que nos tentamos encontrar, mora sempre a dúvida do caminho, a procura do trilho que faça sentido a todos os passos, a todos os olhares... E no meio de tudo isto, se podermos ter uma banda sonora, que seja algo como isto...
Fica bem (sem ponto final, para ser uma "coisa" que dure)
2009-10-23
2009-10-13
2009-10-12
2009-10-01
Coisas não coisas que nos fazem pensar
Sonhador da Montanha Oriah
(The invitation, inspirado por Sonhador da Montanha Oriah, índio ancião americano, Maio de 1994)
"Não me interessa saber o que você faz para ganhar a vida. Quero saber o que você deseja ardentemente, se ousa sonhar em atender aquilo pelo qual seu coração anseia. Não me interessa saber a sua idade. Quero saber se você se arriscará a parecer um tolo por amor, por sonhos, pela aventura de estar vivo. Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com sua lua. Quero saber se tocou o âmago de sua dor, se as traições da vida o abriram ou se você se tornou murcho e fechado por medo de mais dor! Quero saber se pode suportar a dor, minha, ou sua, sem procurar escondê-la, reprimi-la ou narcotizá-la. Quero saber se você pode aceitar alegria minha ou sua; se pode dançar com abandono e deixar que o êxtase o domine até as pontas dos dedos das mãos e dos pés, sem nos dizer para termos cautela, sermos realistas, ou nos lembrarmos das limitações de sermos humanos. Não me interessa se a história que me conta é a verdade. Quero saber se consegue desapontar outra pessoa para ser autêntico consigo mesmo, se pode suportar a acusação de traição e não trair a sua alma. Quero saber se você pode ver beleza mesmo que ela não seja bonita todos os dias, e se pode buscar a origem de sua vida na presença de Deus. quero saber se você pode viver com o fracasso, seu e meu, e ainda, à margem de um lago gritar para a lua prateada: "Posso! "Não me interessa onde você mora ou quanto dinheiro tem. Quero saber se pode levantar-se após uma noite de sofrimento e desespero, cansado, ferido até os ossos, e fazer o que tem que ser feito pelos filhos. Não me interessa saber quem você é e como veio parar aqui. Quero saber se você ficará comigo no centro do incêndio e não se acovardará. Não me interessa saber onde, o que, ou com quem você estudou. Quero saber o que o sustenta a partir de dentro, quando tudo mais desmorona. Quero saber se consegue ficar sozinho consigo mesmo e se, realmente, gosta da companhia que tem nos momentos vazios."
(The invitation, inspirado por Sonhador da Montanha Oriah, índio ancião americano, Maio de 1994)
2009-09-27
Parabéns Ana
Cais-me
como as manhãs frias no acordar,
palpitas-me o peito
e a vida
na junção do dia com teu olhar.
Cresces-me
como a vida num momento,
sussurras-me o silêncio
e o sorriso
no beijar do sonho com meu vento.
Leva-me no ventre,
percorre as horas da madrugada
e dá ao Sol
quem te prometeu,
hoje dormem as estrelas em ti,
amanhã o presente não tem forma,
sou eu...
como as manhãs frias no acordar,
palpitas-me o peito
e a vida
na junção do dia com teu olhar.
Cresces-me
como a vida num momento,
sussurras-me o silêncio
e o sorriso
no beijar do sonho com meu vento.
Leva-me no ventre,
percorre as horas da madrugada
e dá ao Sol
quem te prometeu,
hoje dormem as estrelas em ti,
amanhã o presente não tem forma,
sou eu...
2009-09-22
Truz, truz
É a passos corridos e ritmos dedilhados que o Outono começa a cair...
É sempre assim, vai o Verão no adro, mas para mim é já copo meio vazio. Não tenho palavras para o frio que me começa a moldar, vai subindo devagarinho, sem pressa, sabe que o aprecio como quem degusta um vinho, um prato requintado ou, como eu, um olhar, um sorriso. Aos poucos o arrepio dá lugar ao conforto, a um dos poucos confortos sem os quais não sei viver, o frio, o gemer do calor ao longe, fugindo para outros corpos, o frio, sempre o frio.
Setembro traz-me vindimas, frio em forma de calor humano, as mãos pegajosas e o corpo suado, pernas e pés com pevides, cascas e vinho, salpicado em forma de aromas que não sei saborear. Tenho ainda, escondidos nos olhos, os fumos no ar que ascendem das fogueiras dos restos das podas, quase que consigo ver videiras que se espreguiçam, que se desprendem das mundanidades e ascendem ao céu em forma de nuvem.
O fumo e o cheiro do frio que pairam de mãos dadas com os dias que morrem mais cedo.
As recordações do meu corpo pequeno, com uma mochila nas costas, o sacudir dos livros e cadernos, das canetas e dos lápis, enquanto corria para casa pelos caminhos calcados no monte, subindo as "Moutadas", percorrendo os mesmos paralelos com quem falo à noite, nos meus passeios, deixando-me perder na imaginação fértil (hoje sou avião, um dos "Heróis da Esquadrilha", hoje sou Conan, hoje sou um dos Mosqueteiros, hoje sou Esteban em busca da minha Cidade do Ouro), contando chegar a casa em hora útil, de pegar na bicicleta e ser um carro de Fórmula 1...
Gosto do frio, da manhã fria, da água fria com que me banho, do aconchego de uma qualquer chávena de café ou leite, de um bocado de pão, seco ou fresco, do sorrir dos primeiros fotões na parede da cozinha ou nas sombras da sala, das histórias e suas personagens que tenazmente resistem e me resgatam do meu próprio esquecimento.
Pergunto-me frequentemente se ser feliz será isto, se a minha Cidade do Ouro será este prolongamento do que sou, de me esquecer que tenho 33 anos, de ver o corpo mudar e o olhar a permanecer, de pensar que a minha felicidade é a minha única segurança e o meu verdadeiro plano de poupança reforma, de tentar, sempre, a cada dia que passa, moldar o presente com isto mesmo, o presente de estar vivo, que se morto estiver, estarei por aí, ainda no frio, tentando levar calor a quem não se sabe aquecer.
O frio é isto mesmo, ter palavras que desabrocham como se uma Primavera se tratasse, ter ar respirável ao invés do calor surdo dos incêndios e do grito abafado das árvores que morrem, ter frio é saber-se calor, mesmo quando por fora, inconsciente, o calor agrilhoado das pessoas frias se tomba nos dias negros que o próprio homem pinta.
Outono tem isto em mim, faz-me ser eu plenamente, viver o que fui e alicerçar o que sou, consciente que o que serei terá sempre em mim o frio, o aconchego de uma manga mais comprida e, agora, o sono da Ana aqui ao lado, enquanto um pequeno corpo ganha frio e uma alma, maior que a minha.
Gosto de dizer que nada disto é nostalgia, é quase como um baú onde guardo tudo o que acumulo em recordações, é o caminho percorrido, que percorro diariamente.
Hoje ainda sou assim, uns dias Conan, outros dias Mosqueteiro.
Hoje sou um Esteban e acho, cá no meu intímo, que a minha Cidade do Ouro está aqui, no meu coração.
É sempre assim, vai o Verão no adro, mas para mim é já copo meio vazio. Não tenho palavras para o frio que me começa a moldar, vai subindo devagarinho, sem pressa, sabe que o aprecio como quem degusta um vinho, um prato requintado ou, como eu, um olhar, um sorriso. Aos poucos o arrepio dá lugar ao conforto, a um dos poucos confortos sem os quais não sei viver, o frio, o gemer do calor ao longe, fugindo para outros corpos, o frio, sempre o frio.
Setembro traz-me vindimas, frio em forma de calor humano, as mãos pegajosas e o corpo suado, pernas e pés com pevides, cascas e vinho, salpicado em forma de aromas que não sei saborear. Tenho ainda, escondidos nos olhos, os fumos no ar que ascendem das fogueiras dos restos das podas, quase que consigo ver videiras que se espreguiçam, que se desprendem das mundanidades e ascendem ao céu em forma de nuvem.
O fumo e o cheiro do frio que pairam de mãos dadas com os dias que morrem mais cedo.
As recordações do meu corpo pequeno, com uma mochila nas costas, o sacudir dos livros e cadernos, das canetas e dos lápis, enquanto corria para casa pelos caminhos calcados no monte, subindo as "Moutadas", percorrendo os mesmos paralelos com quem falo à noite, nos meus passeios, deixando-me perder na imaginação fértil (hoje sou avião, um dos "Heróis da Esquadrilha", hoje sou Conan, hoje sou um dos Mosqueteiros, hoje sou Esteban em busca da minha Cidade do Ouro), contando chegar a casa em hora útil, de pegar na bicicleta e ser um carro de Fórmula 1...
Gosto do frio, da manhã fria, da água fria com que me banho, do aconchego de uma qualquer chávena de café ou leite, de um bocado de pão, seco ou fresco, do sorrir dos primeiros fotões na parede da cozinha ou nas sombras da sala, das histórias e suas personagens que tenazmente resistem e me resgatam do meu próprio esquecimento.
Pergunto-me frequentemente se ser feliz será isto, se a minha Cidade do Ouro será este prolongamento do que sou, de me esquecer que tenho 33 anos, de ver o corpo mudar e o olhar a permanecer, de pensar que a minha felicidade é a minha única segurança e o meu verdadeiro plano de poupança reforma, de tentar, sempre, a cada dia que passa, moldar o presente com isto mesmo, o presente de estar vivo, que se morto estiver, estarei por aí, ainda no frio, tentando levar calor a quem não se sabe aquecer.
O frio é isto mesmo, ter palavras que desabrocham como se uma Primavera se tratasse, ter ar respirável ao invés do calor surdo dos incêndios e do grito abafado das árvores que morrem, ter frio é saber-se calor, mesmo quando por fora, inconsciente, o calor agrilhoado das pessoas frias se tomba nos dias negros que o próprio homem pinta.
Outono tem isto em mim, faz-me ser eu plenamente, viver o que fui e alicerçar o que sou, consciente que o que serei terá sempre em mim o frio, o aconchego de uma manga mais comprida e, agora, o sono da Ana aqui ao lado, enquanto um pequeno corpo ganha frio e uma alma, maior que a minha.
Gosto de dizer que nada disto é nostalgia, é quase como um baú onde guardo tudo o que acumulo em recordações, é o caminho percorrido, que percorro diariamente.
Hoje ainda sou assim, uns dias Conan, outros dias Mosqueteiro.
Hoje sou um Esteban e acho, cá no meu intímo, que a minha Cidade do Ouro está aqui, no meu coração.
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