2017-07-06

Incógnitas

Sem qualquer surpresa, o dia escorrega da noite para a iluminada parte da terra, percorrendo sem grandes veleidades léguas de chão parando poucas vezes para escutar o que de nada sai quando a mediocridade e inocência teimam em falar. 
Fascina-me a inconstância meteorológica e os frutos que a terra vai parindo, seja fecundada profissionalmente ou somente com amor.
Fascina-me o acre do suor e o movimento de fuga da insectivorada esgravatando terra adentro como desejando voltar para os bracos da mãe.
Fascinam-me anos passados numa memória que dura um segundo. 
Quem não gosta? 
Há um se e uma realidade, qual de ambos é real? 
As costas voltadas à montanha ou a obsessividade pela vida que se sabe não existir? 
Fascinam-me as cores sob as nuvens antes do Sol se pôr ao encontro dos momentos finais do dia, ainda que, como hoje, as cores vivam apenas na imaginação das palavras que me escrevem.
Que seriam de meus dias futuros, sem a incógnita dos passados?

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