2015-10-27

No agrilhoamento dos sentidos
cansam-se as manhãs
por acordarem
gentios,
claudicam as clareiras despertas
esta vida não se faz
de almas abertas,
inocente
o povo sai à rua
cozinhado até ficar cru
e ri-se, vestido do que é,
coitado,
vai nu.

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