2015-09-01

Colho da mudez semeada o silêncio,
levo-o em alvéolos
ao ombro dos sonhos
brotados dos canteiros onde se dissipam
os versos,
crocitam os lameiros além
eu que os queria
aqui
mas de mim ninguém
tem
a sombra do que oculto
e faz ela
ali
de meu próprio corpo
vulto.

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