2014-03-31

Se pringue

Restam-me rebentos nos ramos que não quis podar. Ausculto o bater lento, mas ritmado do tempo ao longo dos séculos e prostro-me perante cada um dos segundos que são os primeiros do momento presente.
Nada mais resta à dicotomia além de ser complacente com quem pensa, permitir a existência e dar-me a provar um pouco de mim nos outros, outras, pessoas, situações, próprios pensamentos e ilusões.
Gosto deste momento, que não faz depender dele o rebentar das flores pelas bermas da estrada.
Gosto de sentir tudo
e ser feliz por nada.

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