2014-03-29

Destapar

A gloriosidade de um gesto animal, o olhar de uma inocência cabal, onde reside o mal?
Enquanto o vento correr atrás do comboio, as luzes dos trovões se atropelarem quando ribombantes estiverem ocupadas pelo temor ancestral daquilo que do céu cai, enquanto de mim só escorrerem ilustrações sem mais ditongos além do ai. Enquanto viva, quantas cantaras pela noite acima?
Silenciosamente, colecciono todas as nuvens que a chuva assina.
Quem sabe se, num próximo sorriso, chove mais uma rima?

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