2013-07-04

Auguro

É da simplicidade
o grito,
despir as vidas pelo suor do não vivido,
sonhar caminho e percorrer o olhar que omito
saciar a sede sem nunca ter bebido.

É por te saber futuro que tenho saudade,
escrever na ponta do que auguro as sombras matinais na cidade,
celibatário, o fértil e arenoso cimento percorre feliz os dias dos adormecidos,
cantando ao vento ventos já idos
e assim, todos os dias, a sua verdade à vida atira
sem saber que a cada inspiração desfalece
porque a verdade que inala
é mentira.

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