2010-11-11

(tún)eis

Aconchego a noite antes de me deitar,
volto as costas à lassidão
para languidamente me encostar ao musgo que desponta
no muro sem caminho.

O cinzento cinzelado
do vento frio que se acomete
é o calor humano
que rodopia errante
e desaparece.

Há vida nas entrelinhas,
são meus túneis os vazios em que habitam
nos dias nascidos do crepúsculo,
para ornamentar o destino
que se escreve grande
e se recorda
minúsculo.

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