2010-07-24

Eterno

É por te saber eterno,
meu fio de água,
que choro a cegueira dos que morrem
quando à sombra das noites se erguem
para te fazer saudade.

Corro-te à nascente,
retorno à foz que te abraça em torno de um cais
para te sorver,
contente,
porque te esquecem, os homens
e outros que tais,
nadando num rio invisível
que uma curva escurece,
vou traçando a cinzel estes riscos na pele,
no papel,
meu fio de água,
que em mim te sei eterno...

1 comentário:

julia disse...

...de quando em vez...
...é bom passar por aqui...
...encher a alma de lindos pensamentos...
Parabens!
A tua escrita é DIVINAL...