2009-10-09

Segue, segue, segue...

A imaginação sempre foi, para mim, uma importante aliada, se não mesmo o meu braço direito. 
Dotada de vontade própria, penso várias vezes se não serei eu aliado dela, imaginação, que me utiliza lá dos lados onde mora para experimentar dois dedos de vida terrena.
Sentado na minha cadeira, o café já me trocou as voltas ao sono e ao tédio, "7 seconds" no rádio na emissora das três letrinhas apenas e eu ainda sentado, dores no tornozelo fruto do falta de traquejo para jogos com bola e, de repente, sem aviso, trazem-me a visão do Marão, do lado direito, e o vento frio que arrefece ainda mais, a subir para a terra onde mandam os que lá estão. 
Há um vento normal e um vento arrefecido, o que parece viver ali, entre a Pousada e o pequeno parque à esquerda, antes de começar a descer, que me força a abrir o vidro sempre que subo aquele troço do IP4 e me enregela a cara até deixar de a sentir.
Chama-se imaginação, o vento e o momento.
Das vezes que chove e o Sol espreita, iluminando os pinheiros, regando de luz a caruma e as giestas que ondulam. 

E, sei lá, se são giestas ou pinheiros? 
Para mim têm todas a mesma cor, verde, azul e cinzento, das cores do que sonho quando a estrada se percorre por baixo do meu corpo.

2 comentários:

São disse...

POr alguma razão se diz que a imaginação é "a louca da casa", rrrss

Sê feliz .

missixty disse...

Se a imaginação é "a louca da casa", segundo Jim Morrison a "loucura é uma divindade dos deuses". Zé miguel então foste abençoado... :))
Bonito texto!
beijinhos