2009-10-12

Podo os restos do Verão
que se escapam
da minha mão,
ausculto o vento
e o teu olhar,
terás ainda em ti o momento?
Serei eu tempo
por terminar?

3 comentários:

Princesa Bé disse...

pois...

e se fores?

há tempos que é preciso parar, ouvir e depois avançar.

missixty disse...

Serás....espero que sim! Quanto ao Verão parece-me ainda bem longe de terminar e se nós soubessemos a equação certa do amor, este nunca terminaria!
lindo poema
beijinhos

FRANCISCO MIGUEL DE MOURA Teresina, Piauí, Brazil disse...

Divertido, seu blog.
Vale um poema:



A FLOR, AS FLORES

Face em ângulos e triângulos,
ocultas, não cansa de mostrar-se,
encantada em curvas de espírito e luz.

Por que, enfim, nasceu pétalas,
entrâncias e reentrâncias,
lagos, luas, protuberâncias,
se o futuro está distante?

Sóis iluminam suas formas:
pistilos, talos e raízes.
Cada raio de sol dá força
tão estranha e incomum!
Dia avante, passo-mágico,
mais estrelas para a noite
vertical. Vem plácido o dia.

Cabelos d’ouro ou de carmim,
do preto até um branco sem fim.
Perfume abelhudo, vôo-borboleta,
tudo esplende entre você e mim.
Uma cicia a outra, conversando:
- Você já sentiu alguma dor?
- Jamais! Nem quando nasci.

Ai, dores dos mortais de carne e osso,
areia e pedra e vento e ar! Nada podemos
do presente, só olhar. O futuro está em nós.


Chico Miguel