2005-09-08

Vielas

Caminho para um deserto,
é um pilar num ermo da existência
onde cai quem se indaga,
talvez o frio límpido da demência
libertado do fumo ardente de uma saga.

Pé ante pé,
em passos rápidos omnipresentes,
calcando um futuro no retorno do sonho,
são rastos de voos errantes
por uma multidão que não sabe o que é.

Mostra-me a porta,
será por aí que sai o tempo?

Quem tem medo do linear declive do pensamento?

As esquinas onde dobra a calçada
no granítico sujo, frio, da manhã
são locais onde não cabe o amor
que um pobre mendigo me dá…

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