2005-08-12

Trovejar

Saúdam-me os trovões,
gritam arrastando nuvens alegres.
O vento tropeça nas rugas do tempo
e sopra o rastilho dos canhões,
o caustico sorriso vazado em lúgubres casebres
é apenas uma figura de estilo,
talvez um sentimento…
Quando brilha o Sol,
ou meus olhos de luz inundados pela manhã,
as réstias da noite são migalhas de pão amassado.
Ficou a marca quente da escuridão que amou o lençol
e as pegadas na neve de um escarlate quente,
a espuma dobrada pelo sorridente pausado
faz sonhar o presente com o ventre que lá,
no alto da imaginação,
projecta entre rochas abandonadas o frio que a solidão me dá...

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